Saiu no jornal: Aos 13 anos, patinadora brilha nos EUA e mira Jogos de Inverno de 2018

05 agosto



Karolina em ação no gelo (Foto: Arquivo Pessoal)


A patinação no gelo entrou na vida de Karolina de forma despretensiosa. Aos cinco anos, na festa de aniversário de uma amiguinha, Karol conheceu o esporte da forma mais lúdica possível: brincando. Um ano depois, ela ganhou seu primeiro par de patins, e o que era uma diversão virou coisa séria. Aos oito, a menina nascida em Long Beach, na Califórnia, filha de pai americano e mãe brasileira, passou a ter três treinadoras: uma geral, outra especializada em saltos e mais uma, em piruetas. Hoje, aos 13, e campeã americana da modalidade, Karolina Calhoun carrega consigo a responsabilidade de ser a esperança do Brasil em um esporte pouco praticado no país e planeja brigar por medalha nas Olimpíadas de Inverno de 2018, em Pyeongchang, na Coreia do Sul, quando terá idade para competir entre as profissionais.

- Eu tenho cinco anos, e a festa de aniversário de uma amiga foi em uma pista de patinação no gelo. E o que era uma brincadeira, aos poucos, virou uma paixão. Aos oito anos, comecei a patinar mais seriamente, e já tinha uma treinadora geral, uma especializada em saltos e outra especializada em piruetas - explicou Karolina.

Três títulos em 2013

O título de campeã americana veio em janeiro, em Omaha, no Nebraska, no meio-oeste americano. Depois disso, Karol também conquistou o Campeonato Interclubes do Sul da Califórnia e o Los Angeles Open, em julho deste ano. A sequência de títulos abriu os olhos da imprensa americana em cima da menina que, desde pequena, antes mesmo de se destacar nos Estados Unidos, já havia avisado aos pais o interesse em representar o Brasil, terra de sua mãe e de seus avós.

- A escolha pelo Brasil foi feita há muito tempo, antes mesmo de sonhar em ganhar um campeonato nacional nos Estados Unidos. A minha mãe é brasileira e, consequentemente, eu também. Desde bebê sempre passei férias em Minas Gerais e no Rio de Janeiro. E eu adoro o Brasil. Sonho com os Jogos Olímpicos de Inverno de 2018 e minha meta é estar preparada para representar o Brasil e fazer bonito.


Karolina sonha disputar as Olimpíadas de Inverno de 2018, na Coreia do Sul (Foto: Arquivo Pessoal)

Mesmo apenas com 13 anos, Karol tem objetivos claros pela frente. A partir da próxima temporada, já pretende representar o Brasil na categoria "novice" e quer o bicampeonato americano da modalidade.

- Fazer a patinação no gelo mais conhecida no Brasil é um objetivo meu. Sei que os brasileiros têm muita sensibilidade musical e com mais divulgação e melhoria da estrutura das pistas, tenho certeza que a patinação se tornará um esporte mais popular. Quando os brasileiros tiverem alguém que os represente em competições internacionais e nas Olimpíadas, estou certa que também vão se apaixonar pelo esporte.


Ela foi campeã americana (Foto: Arquivo Pessoal)



Feijoada e franco com quiabo


Nascida nos Estados Unidos, Karol vive constantemente com as tentações da comida rápida, os "fast foods". Mas puxou a mãe mineira, da cidade de Senhora de Oliveira. Torce pelo Cruzeiro e é fã de feijoada e frango com quiabo.

- Adoro a comida brasileira, e meus pratos favoritos são a feijoada e frango com quiabo. Gosto também de pão de queijo e coxinha, mas o que adoro mesmo é o brigadeiro - revelou.

Quando visita o Brasil, Karolina aproveita para patinar. Com a quase inexistência de pistas no Brasil, é em shoppings que ela consegue treinar.

- Quando vou ao Brasil normalmente vou para o interior de Minas, onde adoro andar a cavalo e viver a vida simples deles. A cidade da minha mãe se chama Senhora de Oliveira e é o meu lugar favorito. Para patinar, vou nas pistas de shoppings em Belo Horizonte e no Rio de Janeiro. Apesar de serem muito pequenas, dá para treinar um pouco.

Fã de Daiane dos Santos

Assim como a ginástica artística, a patinação artística no gelo tem suas piruetas e a exibição é feita com um acompanhamento musical. Aos 13 anos, Karolina cresceu vendo os feitos da brasileira Daiane dos Santos. E virou sua fã.

- No Brasil eu admiro muito a Daiane dos Santos. Gosto da Daiane pela determinação, pelo talento e também pela sua história de vida. A minha mãe também é de origem simples e ela me ensinou que posso conseguir tudo que quiser com muito trabalho e dedicação. Sempre gostei muito de assistir aos vídeos da Daiane.

Brasil pode ter atleta em Sochi 2014, o que seria inédito

Karol é um talento nato, mas o Brasil tem uma atleta que em setembro pode conquistar um feito inédito: a vaga na patinação artística nas Olimpíadas de Inverno de Sochi, na Rússia, em fevereiro de 2014. Isadora Williams venceu o Chesapeake Open, em junho, nos Estados Unidos. Ela disputa a repescagem olímpica, em Oberstdorf, na Alemanha, entre os dias 25 e 28 de setembro. Restam seis vagas, e Isadora precisa ficar entre as seis primeiras no torneio feminino. Para Karol, Isadora é talentosa e tem tudo para conseguir bons resultados.

- A Isadora Williams é uma talentosa patinadora e tem chances reais de conseguir uma vaga para o Brasil nos Jogos Olímpicos de Sochi. Tanto ela como o Luís Manella (conheço o Luís e sua mãe Valéria pessoalmente, numa ocasião que vieram à California.) irão representar o Brasil muito bem. Estou acompanhando sempre o trabalho deles e torcendo muito para os dois - finalizou Karol, lembrando-se de Luis Manella, que também disputa a mesma repescagem e pode conseguir vaga.

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