Spins e tonturas

12 outubro

Labirinto?
Sim, este é o cara canal  situado no seu ouvido interno, responsável pelo seu equilíbrio!


A parte anterior do labirinto, chamada de cóclea, está relacionada com nossa audição. A parte posterior, formada por um conjunto de três canais, chamados de canais semicirculares, está relacionada com o equilíbrio.

O sistema vestibular (nome dado ao sistema da foto ao lado e que não tem relação alguma com aquele exame para entrar nas universidades) é composto por um líquido chamado endolinfa e por células nervosas sensoriais similares a cílios. Quando nos movemos, esse líquido move-se lentamente na mesma direção e, apesar de resistir ao movimento no início, ele se iguala em velocidade e mantém a direção do giro. Isto envia os sinais ao cérebro, que imediatamente identifica que estamos girando. Contudo, quando paramos de girar, ainda por efeito da inércia, o líquido continua o movimento! Então, o cérebro recebe sinais de que ainda estamos girando, nos dando a sensação que sentimos de tontura ou vertigem. Quando o movimento do líquido termina o sinal correto é enviado ao cérebro e, com isso, a sensação desaparece.


Currupio, spin, camel, parafuso, giro, pirueta. Só de pensar já fico tonta.


Eixo, uma palavra que tanto usamos e pouco sabemos...

Vamos pensar que viramos nosso corpo em volta do nosso próprio eixo. Eixo este que desenha uma linha vertical em nosso corpo.
Antes de falar do giro vamos entender os planos e os eixos.

Para girar fazemos uma transferência de peso de uma perna para outra num sentido rotacional, ou então com um impulso giramos em cima de uma única perna, porém de qualquer forma acontece a transferência de peso, pois o impulso vem da perna que não estará realizando o giro. Pensando assim tudo fica simples, porém para realizar o giro existe uma lista de complicações que tentaremos amenizar melhorando a técnica pensando na biomecânica do movimento.

Tontura
Direcionamento do giro
Desequilíbrio
Postura
Braços
Agilidade


Já repararam que quando uma bailarina gira, ela fixa sua visão em um ponto distante e faz o giro até o momento em que não consegue mais manter o ponto em seu campo de visão. Então, ela gira o rosto rapidamente, voltando a fixar sua cabeça na direção do mesmo ponto (notem que a sua cabeça nunca gira no mesmo ritmo do corpo) -  é praticamente o filme do Exorcista rsrsrr, fazendo com que o líquido do sistema vestibular tenha pequenos momentos de movimentação por inércia, mas divididos ao longo de todo o giro, minimizando o impacto da tontura ao final de seus movimentos. Isso a ajuda a não ter tonturas e poder girar mais vezes e ainda continuar a dança, mas lembre-se que o movimento é treinado à exaustão para que seu corpo se adapte ao “truque”. É sutil, mas perceptível:




E na patinação?

Ao fazer um spin, o patinador usa o mesmo truque de fixar o olhar num ponto distante, porém não usa a técnica de girar a cabeça em movimento diferente do corpo. Então, como girar sem ficar tonto?
TREINO! Incansável treino.



O Spinner (prometo um post sobre ele) é um excelente recurso pra treinar o equilíbrio e claro, o labirinto.
O ideal é girar sempre pro mesmo lado, no caso da patinação, sempre giramos pro lado esquerdo.

Algumas dicas que também ajudam:

Direcionamento do giro –  Podemos controlar a direção do nosso giro. Acabamos de citar que a orientação da cabeça está diretamente relacionada à orientação espacial do corpo. Ou seja, se mantivermos nossa cabeça “fixada”, não perdemos a direção do nosso giro, sendo ele em deslocamento (olhamos para na direção que estamos indo) ou parado no lugar (cabeça e olhos fixados num ponto). Já vi alguns patinadores que ao invés de olharem para um ponto fixo externo, olham para alguma parte do próprio corpo. Vai de cada um.

Pratique os currupios sem os patins, ajuda!

Segredo não existe. Como tudo no esporte, treino e dedicação, aliados à técnica, trazem resultados incríveis!



Post Original: http://patinandoecantando.blogspot.com.br/

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